Osama bin Laden (em
árabe أسامة بن محمد بن عود بن لادن,
transl. Usāmah Bin Muhammad bin 'Awæd bin Lādin;
Riade,
10 de março de
1957 —
Abbottabad,
1 de maio de
2011) foi um dos membros
sauditas da próspera
família Bin Laden, além de líder e fundador da
al-Qaeda, organização
terrorista famosa pelos
ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos e numerosos outros contra alvos civis e militares.
Filho de
Muhammed bin Laden,
imigrante iemenita pobre que se tornou o homem mais rico e poderoso da
Arábia Saudita, depois do próprio
rei, Osama bin Laden era o filho único de sua décima esposa,
Hamida al-Attas; seus pais se divorciaram logo depois que ele nasceu (a mãe de Osama se casou com Muhammad al-Attas e o novo casal teve quatro filhos). Osama bin Laden também era referido pelos seguintes nomes:
Usama Bin Muhammad Bin Ladin,
Shaykh Usama Bin Ladin,
The Prince ("O Príncipe"),
The Emir ("O Emir"),
Abu Abdallah,
Mujahid Shaykh,
Hajj,
The Director ("O Diretor").
Desde 2001, bin Laden e sua organização tinham sido os maiores alvos da
Guerra ao Terrorismo dos oficiais norte-americanos e esteve entre os
Dez foragidos mais procurados pelo FBI, encabeçando a lista. Acreditou-se que Bin Laden e seus companheiros da al-Qaeda estavam escondidos próximos à costa do
Afeganistão e das áreas tribais do
Paquistão. Em
1 de maio de
2011, dez anos desde os
atentados do 11 de setembro, o Presidente
Barack Obama anunciou pela televisão que Osama bin Laden havia sido morto durante uma operação militar norte-americana em
Abbottabad. Seu corpo teria ficado sob a custódia dos Estados Unidos e sido sepultado no mar após passar por rituais tradicionalmente islâmicos.
Biografia
Juventude
Em
1973, ainda jovem e inexperiente, entrou em contato com grupos islamitas. Após a invasão soviética do
Afeganistão em
1979, viajou para este país para participar do esforço
jihadista no
Afeganistão, financiando e organizando grupos de árabes e acampamentos de milícias armadas no combate aos invasores soviéticos. Existem controvérsias quanto à ligação dos estadunidenses com Bin Laden nesse confronto. Contudo, em entrevista em
2001, exibida no documentário
Fahrenheit 9/11, de
Michael Moore, o príncipe
Bandar Bin Sultan, embaixador saudita nos EUA na época, afirmou ter conhecido Osama Bin Laden na década de 80, durante o citado conflito, quando o líder guerrilheiro veio lhe agradecer por toda a ajuda que a Arábia e os EUA estavam dando contra os soviéticos. Posteriormente estabeleceu-se como importante investidor no
Sudão, onde iniciou, em paralelo às suas atividades empresariais, a organização que mais tarde viria a se denominar
Al Qaeda ("A Base"), originalmente destinada a combater a família real saudita. Bin Laden detestava os modos ocidentalizados, perdulários, corruptos e "pouco islâmicos" da família real. Tinha como objetivo alijá-la do poder e implantar no país a semente do que sempre sonhou - o novo califado islâmico. A família real, por ironia do destino, possuía grande consideração para com a família de Bin Laden.
Repercussão
No
Sudão, em contato com outros grupos islâmicos, nomeadamente os de origem egípcia, foi gradualmente influenciado a ampliar o leque dos seus inimigos, passando a considerar também o combate ao xiitas,
judeus e ocidentais de uma forma em geral. Nesta mesma época passou igualmente a considerar o terrorismo como alternativa de ação válida, financiando, de forma inicialmente discreta, algumas ações na
Argélia e no
Egito. Em
1995, após um atentado mal sucedido contra a vida do então presidente do
Egito,
Hosni Mubarak, o governo do
Sudão, sob pressão dos países árabes, expulsou-o do país, não sem antes apropriar-se do seu patrimônio, delapidando as suas empresas e fazendas. Bin Laden foi então para o
Afeganistão, quebrado, com as esposas e um grupo reduzido de seguidores fiéis. Nesta ocasião foi renegado pela família e perdeu a cidadania saudita.
No
Afeganistão, sem as condições financeiras de outrora, passou a dedicar-se integralmente à causa islâmica, reconstruindo gradualmente a organização, unindo esforços com outros grupos islâmicos refugiados no país (destaque para o grupo egípcio "Al Jihad", liderado por Ayman al-Zawahri, que viria a se tornar o braço-direito de Bin Laden). Na caça cada vez mais delirante aos "infiéis", elegeu então os Estados Unidos como o grande inimigo a ser combatido - "a força maior dos cruzados". Aproximou-se dos
Talibãs, grupo ironicamente financiado pelos
Estados Unidos da América e
Arábia Saudita. Tornou-se amigo e confidente do seu chefe, o Mulá Omar.
Bin Laden com o jornalista paquistanês Hamid Mir em 1997.
Do
Afeganistão planejou e coordenou ataques de grande repercussão às embaixadas americanas no
Quênia e na
Tanzânia, em
1998, e ao navio de guerra
USS Cole, em
2000. Em decorrência destes atentados, tornou-se o terrorista mais procurado pelos
Estados Unidos da América. Em
2001, foi acusado pelos governo dos
Estados Unidos de cometer os
atentados de 11 de Setembro.
Atentados de 7 de agosto de 1998
Em
7 de agosto de
1998 a
Al Qaeda utilizou carros-bomba para explodir duas embaixadas dos
Estados Unidos, uma no
Quênia e outra na
Tanzânia, matando no total 256 pessoas e ferindo 5100 pessoas. Ao ser apontado no mesmo dia pelo governo dos
Estados Unidos da América, e depois pelos governos do
Quênia e
Tanzânia, como o principal suspeito, Osama bin Laden tornou-se o terrorista mais procurado pelos
Estados Unidos da América. Até esta data, era desconhecido no mundo.
Atentado de 12 de outubro de 2000
Em
12 de outubro de
2000 a
Al Qaeda voltou a cena, perpetrando outro ataque de grande repercussão contra o navio da marinha americana
USS Cole, que se encontrava atracado para reabastecimento no porto de
Aden, no
Iêmen. O ataque provocou a morte de 17 militares americanos, além dos dois terroristas suicidas.
Atentados de 11 de setembro de 2001
Em
11 de setembro de
2001 a
Al Qaeda realizou um ataque terrorista, lançando aviões sequestrados contra as torres gêmeas em
Nova York e contra o
Pentágono, na
capital americana, provocando a morte imediata de pelo menos 2754 pessoas, oriundas de 90 países distintos. Até esta data, a Al Qaeda era um grupo terrorista pouco conhecido pelo mundo.
Uma semana antes das eleições americanas de
2 de novembro de
2004, no vídeo em que aparece, Bin Laden não assumiu formalmente os ataques, mas comemorou-os. O governo americano em resposta lançou-se numa guerra contra o terrorismo.
Logo após os ataques, o governo do Afeganistão solicitou provas ao governo americano sobre a autoria dos ataques por Bin Laden, caso fossem apresentadas estas provas este iria detê-lo e entregá-lo às autoridades americanas. O governo dos Estados Unidos nunca apresentou publicamente tais provas.
[6] [7]
Após os ataques de 11 de setembro de 2001, o Afeganistão foi escolhido como primeiro alvo da "cruzada contra o terror", conduzida pelo governo de George W. Bush(filho). O suposto objetivo da operação era desmantelar a organização terrorista Al-Quaeda, liderada pelo saudita Osama Bin Laden.

Acreditava-se que estaria escondido em algum lugar da fronteira montanhosa entre o
Afeganistão e o
Paquistão. O jornal francês
L'Est Republicain de
23 de setembro de
2006, baseado em informações não confirmadas do serviço secreto francês, chegou a afirmar que Bin Laden teria morrido de
tifo durante o mês de agosto de
2006. Em
8 de setembro de
2007, no entanto, um novo vídeo de 30 minutos de duração foi divulgado, demonstrando que Bin Laden estava vivo e bem de saúde. Neste vídeo ele aparece, pela primeira vez, com a barba tingida.
O governo dos
Estados Unidos oferecia a recompensa de US$25 milhões de
dólares a quem desse informações relevantes da localização do terrorista
[2]. Em
13 de julho de
2007, a recompensa foi dobrada para US$50 milhões.
[3]
Morte
Em
1 de maio de
2011, oficiais
estadunidenses divulgaram que bin Laden teria sido capturado e morto em um esconderijo nos arredores de
Abbottabad durante uma operação secreta realizada por forças da
Joint Special Operations Command em conjunção com a
CIA[1] e o governo
paquistanês, que colaborou para a localização do paradeiro do terrorista.
[8] O
DNA do corpo, comparado com amostras de sua falecida irmã, confirmaram a identidade. O cadáver foi mantido sob custódia militar.
[9][10]
Posteriormente, o presidente
Barack Obama confirmou oficialmente a informação em um pronunciamento pela televisão aos norte-americanos.
[10]
Supostos vídeos
Desde
2001, diversos vídeos foram apresentados aos americanos dizendo-se que eram atribuídos a Bin Laden. Acontece que muitos desacreditam que seja realmente ele.
[4]
13 de dezembro - No final de novembro, é encontrado um vídeo no leste do Afeganistão que é divulgado pelo
Pentágono. Bin Laden declara, satisfeito: "Calculamos de antemão o número de vítimas mortais do inimigo, em função de sua posição na torre. Calculamos que três ou quatro andares seriam atingidos. Eu era o mais otimista de todos, devido à minha experiência".
27 de dezembro - A Al-Jazeera divulga um vídeo em que Bin Laden considera que "o terrorismo contra os Estados Unidos é louvável porque está destinado a responder à injustiça e a forçar os Estados Unidos a deixar de apoiar Israel, que nos mata".
31 de janeiro - A
CNN divulga fragmentos de uma entrevista feita pela Al-Jazeera em Outubro de 2001 com Bin Laden: "A batalha já se moveu para o interior da América do Norte. Continuaremos com esta luta até a vitória ou até que nos reencontremos com Deus".
9 de setembro - Osama bin Laden reivindica os
atentados de 11 de Setembro, revela os nomes dos 19 autores suicidas dos atentados e lhes presta homenagem em um áudio divulgado pela Al-Jazeera.
11 de fevereiro - Em uma gravação de áudio divulgada pela Al-Jazeera, Laden pede apoio ao regime iraquiano, apesar de ser "ímpio", frente à iminente invasão americana.
16 de fevereiro - Bin Laden classifica o presidente George Bush de "faraó do século" e diz que os muçulmanos têm a "possibilidade de derrotar os americanos", em uma gravação de áudio divulgada pela Al-Jazeera.
4 de janeiro - Al-Jazeera apresenta um gravação sonora atribuída a Osama Bin Laden na qual ele alude à captura de
Saddam Hussein, em
13 de dezembro, pelo Exército americano. Promete às monarquias do Golfo a mesma sorte que o do ex-presidente iraquiano.
29 de outubro - Osama Bin Laden acusa o presidente
George W. Bush de negligência no dia dos atentados de 11 de Setembro de 2001 e ameaça os Estados Unidos com mais atentados, em uma fita de vídeo difundida pela televisão
Al-Jazeera.
19 de janeiro: Bin Laden ameaça os Estados Unidos com novos atentados e afirma que há operações em preparação em seu solo, mas também oferece uma "trégua de longa duração" ao povo americano (áudio).
30 de junho - Bin Laden exige o presidente americano George Bush que entregue o corpo de Abu Musab Zarqawi, morto em um bombardeio americano, à sua família e promete que a Jihad no Iraque continuará mesmo sem ele (áudio).
15 de julho - Bin Laden faz um elogio aos mártires, declarando: "Feliz aquele que foi escolhido por Alá para ser um mártir" (extraído de vídeo cuja data não foi determinada)
16 de maio - Bin Laden apelou à continuação da luta contra os Israelitas e os seus aliados e a que os muçulmanos não desistam do território palestiniano. Segundo noticia a Reuters, a mensagem áudio, de dez minutos, foi difundida pela internet, num site islamita, e é atribuída ao líder do grupo terrorista al-Qaeda, «Nós vamos continuar, se
Deus permitir, a luta contra os israelitas e os seus aliados, e não vamos abdicar de um simples centímetro da
Palestina enquanto existir um verdadeiro muçulmano na Terra», afirma bin Laden. Esta mensagem surgiu bem no dia em que se comemora os 60 anos de criação do
Estado de Israel, e em que o presidente dos
Estados Unidos concluiu a sua visita ao país.
Se quiser saber a cobertura completa sobre a a "morte" de Bin Laden, acesse o link abaixo e veja:
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/05/obama-confirma-morte-de-osama-bin-laden.html